O Comércio Eletrônico se baseia na transferência
eletrônica de informação e inclui o compartilhamento
de informação, tanto inter-organizacional quanto intra-organizacional,
através de várias formas eletrônicas, como EDI,
E-mail, formulários eletrônicos, file transfer, transmissão
de desenhos CAD/CAM, etc.
O comércio eletrônico ocorre entre três grupos
básicos de participantes; empresa, governo e indivíduos,
em sua relação dentro do mesmo grupo ou entre eles.
A maior parcela ocorre no chamado B2B representando 4,94% das transações
comerciais realizadas no país chegando neste ano perto de
US$ 12 bilhões, segundo pesquisa da FGV-SP.
Os números vem crescendo substancialmente, em 1999 eram apenas
US$ 300 milhões, e tem atraído muita gente da velha
economia.
Várias empresas de porte como Votorantim, Suzano, Tigre,
Pirelli e Telefônica anunciaram em 2000 que estavam colocando
um pé e milhões de dólares na Internet por
meio de criação de portais próprios, gerando
antes da concretização dos próprios negócios
uma discussão a respeito da independência comercial
desses portais pois especialista ligados a portais independentes
afirmam que a neutralidade é que vai pesar para o crescimento
dos mercados eletrônicos.
No Estado do Rio a FIRJAN - Federação das Indústrias
do Rio de Janeiro, incentiva o debate para através de seminários
para estimular o comércio eletrônico, aproveitando
a retomada de investimentos principalmente na Baixada Fluminense
e no Sul Fluminense.
As grandes indústrias do Estado estão investindo pesado
no desenvolvimento de comércio eletrônico como a Xerox
(US$ 30 Milhões) mas as pequenas e médias empresas,
no entanto, ainda olham desconfiadas para os negócios on-line
e perdem oportunidades de fechar contratos de fornecimento para
grandes indústrias por não se adaptarem às
novidades.
Uma das grandes vantagens do Comércio eletrônico é
eliminar as barreiras regionais e voltar o comércio para
o âmbito internacional colocando grandes orçamentos
lado-a-lado com orçamentos menores sem que isto seja transparente.
Em 1999/2000 foram investidos em empreendimentos ligados à
Internet pelo menos 1,5 bilhões de dólares e um relatório
da Bain & Company predizia que os investimentos podem no mínimo
duplicar e possivelmente triplicar. Os maiores investimentos são
por uma larga margem aplicados no Brasil.
Segundo pesquisa da firma eMarketer, baseada em New York, o Comércio
Eletrônico na América Latina explodirá para
cerca de US$ 67 bilhões em 2004 com 40,8 milhões de
usuários. As receitas totais de e-commerce na América
Latina alcançaram U$3.6 bilhões em 2000, com as transações
B2B atingindo U$2.85 bilhões e as transações
B2C U$724 milhões. O relatório afirma que dos, aproximadamente,
10 milhões de adultos ativos usuários da Internet,
ao final de 2000, 49% tinham menos de 24 anos, predizendo um "boom"
para a região.
O Relatório para a América Latina também revelava
que o Brasil então com seus 3,9 milhões de usuários
(hoje cerca de 9 milhões) continuava a dominar todos os demais
países latino americanos contribuindo com 40% do total da
utilização da Internet na região. O Brasil
ultrapassa de longe os demais países no comércio eletrônico,
tanto no segmento B2B como B2C. Segundo Noah Elkin, Ph.D. e analista
senior do eMarketer, "Todos os países, entretanto, verão
um impressionante crescimento nas receitas do comércio eletrônico
nos próximos anos, embora o segmento B2B crescerá
mais rapidamente."
Os números de 2002 confirmam a previsão do "boom"
e os dados atuais indicam que a internet brasileira teve um aumento
de 9,25% no mês de março de 2002 em relação
ao mês anterior, ultrapassando 7,2 milhões de usuários
residenciais ativos. O tempo de conexão dos brasileiros também
atingiu a média de nove horas por mês. Os dados foram
divulgados em 16/04/02, pelo Ibope eRatings.
Nesta previsão estão indicados que a maior parte do
total das atividades de comércio eletrônico na América
Latina ainda serão oriundas do segmento business-to-business
(B2B).
Demograficamente a região é ajustada para o comércio
eletrônico uma vez que a população é
em média mais jovem do que no Japão e Europa o que
se acredita facilita a utilização da Internet para
compras.
Para 2003 eram as seguintes as previsões publicadas pela
E-marketer :
A FGV-EAESP disponibilizou, em março
de 2004, os resultados da sua 6ª Pesquisa sobre Comércio
Eletrônico no Mercado Brasileiro, pela qual os valores movimentados
no comércio eletrônico nas transações
B2B e B2C nas empresas que atuam no mercado brasileiro atingiram
cerca de US$ 16,3 bilhões em 2003. O estudo avaliou 435 empresas
de diferentes setores da economia e portes, e descobriu que 4,94%
representam as transações negócio-a-negócio
(B2B) totalizando US$ 11,8 bilhões e 2,08% do negócio-a-consumidor
(B2C) movimentando US$ 4,5 bilhões. Comparando-se o nível
de comércio eletrônico por setor, a indústria
apresentou maior penetração nas transações
B2B (5,37%), seguida pelo ramo de serviços (4,87%) e comércio
(3,97%). Entre os consumidores, a maior aplicação
da internet foi sentida na indústria (2,50%), contra 1,42%
dos serviços e 1,09% do comércio.
Em relação aos meios de pagamento mais utilizados
pelos consumidores online, o cartão de crédito mantém
a liderança, com 33% da preferência, seguido pelo smart
card (10%) e o e-check (9%). O e-cash foi indicado por apenas 8%
dos entrevistados
Veja que as projeções sobre crescimento da Internet
e do Comércio Eletrônico, tanto mundiais como para
Brasil, têm sempre errado para menos. Dados fornecidos respectivamente
pelo IDC e Edge ResearchGroup, em 1999.
Você não deve estranhar estas discrepâncias,
pois é preciso considerar sob quais critérios se estabeleceram
os números. Por exemplo: quantidade de pessoas por micro
familiar que foram consideradas usuárias; se foram considerados
ou não as pessoas que só são usuárias
quando estão em suas empresas; se foi considerado o contingente
que somente acessa a Internet em serviços públicos
de acesso.
Recentes dados da UIT, International Telecommunication Union, dão
para o Brasil a seguinte posição:
11º no mundo com 14 milhões de usuários; 5º
do mundo em número de hosts com 3,2 milhões e 10º
do mundo em número de PCs com 13 milhões. Nas Américas,
em 2003, o país figurava em 3º lugar, atrás dos E.U.A., distante
com 159 mihões de usuários, mas muito próximo de alcançar o Canadá
então com 16 milhões de usuários.
Segundo IBOPE NetRatings, em maio de 2005, o Brasil possuia 11.517.361
usuários ativos proporcionando acesso a 18.336.044 usuários. Segundo
a ANATEL havia em dezembro/04 um total de 2.256.000 conexões de
banda larga.
Qual então o público total para seu eventual negócio?
Considere que para países de lingua portuguesa você
está atingindo um público superior a 20 milhões
de pessoas.
As dimensões tecnológicas do comércio Eletrônico
podem ser classificadas de acordo com três funções
básicas de qualquer ambiente mercadológico:
a) Dimensão do Acesso
Infra estrutura de comunicação eletrônica:
Compradores e vendedores precisam fazer e manter contato entre si;
fluxo de informações sobre produtos e as necessidades
de consumo devem ser facilitados.
Meios de troca de informação:
Formatos estruturados ( como nos sistemas EDI - Intercâmbio
Eletrônico de Dados);
Meios informais telefone, fax, audiotexto, teleconferência
dados de Rede Locais (LAN) e Wide Area Networks WAN, e-mail, boletins
eletrônicos, bancos de dados on-line, Internet.
b) Dimensão Transacional
Tecnologias especializadas para estruturas específicas para
apoiar certos tipos de trocas de informações, relacionadas
ao desempenho das obrigações contratuais. Exemplos
são EDI, pontos de venda eletrônicos, smart cards,
caixas eletrônicos e transferência eletrônica
de fundos.
c) Dimensão de Suporte
Outras tecnologias específicas são usadas como apoio
para as transações eletrônicas. Isto inclui
arquivamento eletrônico de especificações de
produtos e preços, certificação de identificação
de comprador e vendedor, checagem de crédito, garantias e
validade de endereço. Exemplos são tecnologia de código
de barras e validação de cartões de crédito.
Apesar deste imenso "boom" existe o mito de que estabelecer um empreendimento
ou loja online é uma tarefa fácil. Tudo que o cliente
tem que fazer é clicar e então comprar! Na realidade
o sucesso online é bastante mais complexo. Antes do primeiro
real cair sem sua mão você tem que executar uma razoável
trabalho de pesquisa e planejamento.
Antes de você escolher a configuração exata
para o seu e-business, você precisa determinar exatamente
o que você quer para ser competitivo online. De uma maneira
geral, você precisará de algum software para ajudá-lo
a gerenciar seus produtos, suas promoções, seus clientes
e seus pedidos. Você pode necessitar de programas adicionais
para gerencias os impostos, entregas e o processo de pagamento de
seus pedidos.
Um grande número de soluções de prateleira
tem sido distribuídas nos últimos anos para lhe oferecer
as características funcionais centrais permirtindo que você
adicione módulos para gerenciar as complexidades dos impostos,
das inúmeras opções de entrega e muitas das
formas populares de pagamento. Cada opção oferece
o seu conjunto de prós e contras.
Soluções do tipo da Yahoo's
Stores , ainda não disponível na Yahoo-br, provêem
lojas prontas para operar.
Com o fim do processo tradicional, as empresas reduzem o tempo de
colocação dos pedidos e de entrega física dos
materiais, além de minimizar o número de devoluções
de mercadorias, ter mais controle de seus estoques e acelerar processos
de venda. Até pouco tempo, tudo acontecia na forma tradicional,
muitas vezes com envio de fax e confirmações por telefone
gerando situações em que as pessoas não se
falavam, devido a horários de trabalho diferentes.
Você apenas tem que escolher um projeto gráfico e colocar
dentro os seus produtos. Você está no negócio.
Existem várias empresas no Brasil que oferecem soluções
deste tipo. É buscar na própria Net e ver a que melhor
atende a seu bolso e necessidades operacionais.
Existem também a soluções das plataformas de
aplicações de e-commerce. Entre elas estão
incluídas Microsoft Comerce Server Enterprise, baseadas em
tecnologia ASP (active server page); o ColdFusion da MacroMedia
e seu popular popular CFML (ColdFusion markup language); a solução
WebSphere da IBM baseada no IBM Application Framework for e-business,
uma matriz que orienta clientes, parceiros e desenvolvedores a entrar
no mundo e-business rapidamente e com segurança; e plataformas
de e-comerce de ponta ainda mais caras.
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